Site para advogados: os processos certos, dentro das regras
Um escritório não precisa de mais chamadas. Precisa das chamadas certas: pessoas com um problema nas tuas áreas, que percebem que uma consulta se paga e que chegam com os documentos certos. O resto são conversas de vinte minutos que não dão em nada e pedidos fora da tua prática que tens de reencaminhar.
E há uma diferença em relação a quase todas as outras profissões: não podes escrever o que quiseres. Uma frase descuidada sobre resultados ou um testemunho entusiasmado de um cliente deixam de ser um problema de marketing. Este guia parte daí.
Para que serve o site de um escritório de advogados
Quem precisa de um advogado raramente procura «advogado». Procura «advogado divórcio Porto», «advogado despedimento Lisboa» ou «advogado heranças Braga». Recebe um nome por recomendação e vai confirmá-lo ao Google. Nos dois casos, o site é o primeiro contacto com o escritório, antes de qualquer telefonema.
Um site de advogado bem feito tem três funções:
- Transmitir confiança com factos verificáveis: quem és, onde estás inscrito, há quanto tempo exerces, que línguas falas.
- Qualificar antes do contacto: que tipo de assuntos tratas, como funciona a primeira consulta, o que o cliente deve preparar.
- Facilitar o passo seguinte sem pôr em risco a confidencialidade de quem te escreve.
Para uma sociedade de advogados, junta-se uma página de equipa: cada advogado com fotografia real, percurso, áreas e número de cédula. É muitas vezes a página mais vista depois da inicial.
O que podes (e não podes) escrever: as regras de publicidade
Em Portugal, o Estatuto da Ordem dos Advogados permite aos advogados divulgar a sua atividade, dentro de limites claros. Em termos gerais, e sem que isto substitua a leitura do Estatuto ou o parecer da tua Ordem, a lógica é esta: a informação deve ser objetiva, verdadeira e respeitar o segredo profissional e a dignidade da profissão.
O que costuma passar sem dificuldade
- Identificação do advogado ou da sociedade, número de cédula profissional, morada e contactos.
- Áreas de prática, percurso académico e profissional, línguas de trabalho.
- Publicações, formações dadas, conferências.
- Horário, forma de marcação e explicação neutra de como decorre um tipo de processo.
O que deves evitar
- Promessas ou insinuações de resultado. Um «95 % de casos ganhos» é exatamente o tipo de conteúdo que levanta problemas.
- Comparações com colegas ou frases que os desvalorizem.
- Referências a clientes ou processos sem autorização, e qualquer elemento que possa violar o segredo profissional.
- Autoelogio e linguagem persuasiva do tipo «o melhor escritório de Lisboa».
Cuidado com a palavra «especialista»
O título de especialista é atribuído pela Ordem. Sem ele, não te apresentes como especialista. A formulação factual é igualmente eficaz, também para o Google: «prática centrada em direito da família» ou, melhor ainda, a lista concreta dos processos que tratas.
Antes de publicares uma página que destaca a tua atividade, um e-mail ao Conselho Regional ou ao serviço competente da Ordem resolve as dúvidas. As regras evoluem e são elas que contam, não um artigo de blog.
Uma página por área de prática, não uma lista de competências
Uma página que enumera doze áreas não aparece em nenhuma. «Advogado divórcio» e «advogado insolvência» são pesquisas diferentes, feitas por pessoas diferentes, com dúvidas diferentes. Uma página por área realmente praticada é a única forma de existir em cada uma.
Em cada página, o visitante procura coisas muito concretas:
- Como decorre: as etapas, por ordem, com prazos realistas. É o que não encontra em lado nenhum e o que mais o tranquiliza.
- O que deve preparar: a lista de documentos. Põe-no em ação e torna a primeira consulta produtiva.
- Os custos envolvidos, distinguindo honorários de custas judiciais e outras despesas do processo.
- Quando faz sentido avançar e quando não, explicado em termos gerais, sem prometer nada.
Uma página destas, bem escrita, trabalha durante anos. Atrai quem já sabe o que precisa e faz-te ganhar a comparação com um escritório que só tem uma página «Áreas de atuação».
Formulário de contacto, RGPD e segredo profissional
É o ponto que quase todos os sites de advogados falham. Um formulário com um grande campo «descreva a sua situação» convida o visitante a deixar, num e-mail, factos que deviam ser tratados em consulta. E coloca-te numa posição desconfortável: recebes informação sobre um caso antes de saberes se o podes aceitar, com risco de conflito de interesses se a parte contrária já for cliente do escritório.
O modelo mais seguro também converte melhor:
- Um pedido de contacto curto: nome, telemóvel ou e-mail, área em causa escolhida numa lista e preferência de horário.
- Um aviso claro: «Por favor, não descreva o seu caso neste formulário. Falaremos dele na consulta.» O visitante percebe que levas a confidencialidade a sério.
- Informação RGPD no próprio formulário: quem é o responsável pelo tratamento, para que servem os dados, por quanto tempo são guardados, com ligação para a política de privacidade.
- Só os dados necessários. Cada campo a mais é um dado pessoal a mais pelo qual és responsável perante a CNPD.
Todos os sites da madra têm certificado SSL, por isso o formulário é transmitido em HTTPS. A IA redige também uma primeira versão do aviso legal e da política de privacidade a partir das informações do escritório. É uma base de trabalho, não um parecer: tu és jurista, e a validação final é tua.
Primeira consulta e honorários: dizer o essencial
A maioria dos escritórios não diz nada sobre a consulta, com receio de afastar clientes. O resultado é o oposto: quem esperava um conselho grátis telefona na mesma, e quem estava pronto a pagar vai ter com o colega que foi claro.
Sem publicar uma tabela, há três informações que fazem a triagem:
- A primeira consulta é paga, quanto tempo dura e o que o cliente deve trazer.
- Como calculas os honorários em termos gerais: por hora, por fase do processo ou por valor acordado previamente.
- Se aceitas nomeações no âmbito do apoio judiciário, quando é o caso. É uma informação útil que evita conversas que acabam mal.
Antes de publicares valores concretos, confirma junto da Ordem o que é admitido e de que forma. A transparência ajuda, desde que fique dentro das regras.
Aparecer em «advogado + área + cidade»
Nas pesquisas locais, o Google mostra primeiro um bloco com mapa, avaliações e botão de chamada. Esse bloco vem do Google Business Profile, e para um escritório pesa tanto como o site. Cria ou reclama a ficha, escolhe a categoria certa, acrescenta fotografias reais do escritório e liga-a ao site.
No site, cada página de área deve mencionar com naturalidade a cidade e a zona onde exerces: «direito do trabalho em Lisboa», não apenas «direito do trabalho». O SEO de base da madra trata da estrutura, das etiquetas e do desempenho para o site ficar visível no Google. Nenhuma posição é prometida: depende da concorrência na tua área e na tua cidade. Se quiseres acompanhamento mensal, o plano Crescimento junta otimização SEO e relatório de desempenho.
Atenção às avaliações. Podes recebê-las, mas uma avaliação que descreve o desfecho de um processo pode criar problemas de segredo e de publicidade. Quando pedires uma, sugere ao cliente que fale da clareza das explicações, da rapidez de resposta e da forma como foi acompanhado, não do resultado.
Quanto custa um site para advogados?
O mercado de sites para advogados é dos mais caros, porque se vende como serviço de prestígio. E um escritório altera o site mais vezes do que pensa: entra um associado, abre-se uma área, muda a morada. Com alterações cobradas à hora, cada uma conta. Valores indicativos para Portugal, que variam muito:
| Opção | Custo inicial | Custos mensais | Prazo |
|---|---|---|---|
| Freelancer | Cerca de 500 a 2 000 € | Manutenção cerca de 30 a 150 € + alojamento | 2 a 6 semanas |
| Agência | Cerca de 1 500 a 5 000 € | Manutenção cerca de 30 a 150 € + alojamento | 1 a 3 meses |
| Fazer sozinho | Quase nenhum | Plano do construtor + domínio | Dias a semanas do teu tempo |
| madra (IA + verificação humana) | 0 € | 29,90 €, tudo incluído | 24 horas |
Com a madra, o plano Essencial custa 29,90 €/mês com IVA incluído, ou 23,90 €/mês na modalidade anual (286,80 €/ano). Inclui site, domínio, alojamento, SSL, manutenção, alterações de conteúdo feitas em 24 horas úteis e SEO de base. O Crescimento (49,90 €/mês) junta otimização SEO mensal, Google Analytics configurado e relatório mensal. O Aceleração (79,90 €/mês) acrescenta suporte prioritário em 24 h, SEO técnico avançado e estratégia de backlinks.
Sem custos de criação, sem fidelização no mensal: cancelas na área de cliente quando quiseres. O domínio é do escritório e fica com ele, e podes exportar o site completo se saíres. Se já tens um site e queres mudar, as redireções 301 e a migração estão incluídas. Para comparar todas as opções, vê o guia quanto custa um site.
O processo: descreves o escritório, as áreas de prática, a tua inscrição na Ordem e a forma de marcação. A IA gera o site, uma pessoa verifica-o antes de ir para o ar e tu vês a pré-visualização antes de decidir. Revês cada frase, pedes as alterações que quiseres, e só pagas se puseres o site online. Os detalhes estão em como funciona e no guia sobre criar um site com inteligência artificial. Se trabalhas sozinho, o guia do site para trabalhadores independentes também te vai ser útil.
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Perguntas frequentes sobre o site de um advogado
Um advogado pode ter um site para divulgar o escritório?
Pode. O Estatuto da Ordem dos Advogados permite a divulgação da atividade, desde que a informação seja objetiva, verdadeira e respeite o segredo profissional e a dignidade da profissão. Em termos gerais, evita promessas de resultado, comparações com colegas e referências a clientes sem autorização. Em caso de dúvida sobre uma formulação, confirma com a tua Ordem antes de publicar.
Posso escrever no site que sou especialista numa área?
Só se tiveres o título de especialista atribuído pela Ordem. Sem ele, usa uma formulação factual, como «prática centrada em direito da família», ou a lista concreta dos processos que tratas no dia a dia. É igualmente eficaz para quem lê e para o Google, e evita problemas com as regras de publicidade.
Posso publicar testemunhos ou avaliações de clientes?
Com muita prudência. Um testemunho que refere o desfecho de um processo ou uma taxa de sucesso levanta problemas de publicidade e de segredo profissional. Se recolheres avaliações, por exemplo no Google, pede aos clientes que falem da clareza das explicações e da rapidez de resposta, nunca do resultado. Referências a clientes exigem a sua autorização.
Que cuidados de RGPD deve ter o formulário de contacto?
Pede só o necessário: nome, contacto e área em causa. Avisa que o caso não deve ser descrito no formulário, para proteger a confidencialidade e evitar conflitos de interesses. Indica quem é o responsável pelo tratamento, a finalidade e o prazo de conservação, com ligação para a política de privacidade. Em Portugal, a autoridade de controlo é a CNPD.
Quanto custa um site para um escritório de advogados?
Em valores indicativos, um freelancer cobra cerca de 500 a 2 000 € e uma agência cerca de 1 500 a 5 000 €, mais manutenção e alojamento. Com a madra, o plano Essencial custa 29,90 €/mês com IVA incluído, ou 23,90 €/mês na modalidade anual, com domínio, alojamento, SSL e alterações incluídos. O site fica no ar em 24 horas, depois de verificado por uma pessoa.
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